Blog

Políticas Públicas para REA e Software Livre na Educação

2

Fonte: http://campuse.ro/social/resource/38737/view.cp

Semana da Educação Aberta 2014

0

Há 2 anos tivemos a experiência de participar com a única atividade em português do Open Education Week (Semana da Educação Aberta). O evento procura aumentar a consciência sobre as oportunidades educacionais gratuitas e abertas destacando como a educação aberta pode ajudar as pessoas a atingir suas metas na educação, seja para desenvolver habilidades e conhecimentos para o trabalho, apoiando estudos formais, aprendendo algo novo por interesse pessoa.

A ideia de compartilhamento livre e aberto na educação não é nova. Na verdade, a partilha é provavelmente a característica mais básica da educação. É o compartilhamento de conhecimentos, ideias e informações com outras pessoas, sobre as quais novos conhecimentos e habilidades podem ser construídos.

A Educação Aberta visa ampliar as oportunidades educacionais, aproveitando o poder da internet, que permite a difusão rápida e que as pessoas ao redor do mundo tenham acesso ao conhecimento, conectem-se e colaborarem.

Deixo o convite a todos os membros da comunidade para participarem na edição de 2014 que ocdorrerá de 10 a 15/03. As propostas podem ser enviadas até 28/02.

Para mais detalhes: http://www.openeducationweek.org/

Novas plataformas educacionais potencializam ideias

0

Texto do Prof. Ewout ter Haar do Instituto de Física da USP (IFUSP), membro do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada (CEPA) e  coordenador do Grupo de Apoio Técnico-pedagógico da USP.

Publicado no Estadão

Desde que Sócrates duvidou da palavra escrita para ensinar os jovens, o uso de tecnologias novas para a educação é questionado. Você questiona as palavras escritas, ele observou, e elas não respondem. Segundo Sócrates, o jeito correto de usar palavras é plantá-las na mente fértil de um aprendiz, deixando crescer conhecimento e ideias. A humanidade aprendeu a aproveitar a tecnologia da palavra escrita para fazer justamente isso. Mas nunca vamos parar de debater como adaptar qualquer nova tecnologia para, por um lado, disseminar e transmitir ideias, e, por outro, usá-la para construir o conhecimento.

Essa antiga oposição entre transmissão e construção de conhecimento é especialmente relevante para o uso de tecnologia em ambientes educacionais. Hoje, discutindo tecnologia educacional, geralmente falamos do uso da internet e das suas aplicações. O sucesso da internet se deve ao seu caráter aberto e neutro: ser uma plataforma livre, onde cada um pode criar suas inovações sem pedir permissão a algum órgão central que controlaria o que pode e o que não pode ser feito. Essa característica da infraestrutura é essencial para uma universidade como a USP, que depende da excelência e da autonomia de suas unidades, grupos de pesquisa e professores.

As plataformas educacionais novas, quando implementadas de forma aberta e neutra, potencializam o talento e as ideias. Com essas plataformas, não existe oposição entre transmissão e construção de conhecimento. A web, em particular, consegue combinar em uma única plataforma as funcionalidades de comunicação e disseminação de informação e a construção de ambientes colaborativos e participativos. A web permite a todos os membros da comunidade USP divulgar seus conhecimentos além dos muros da universidade, transmitindo bits sem as limitações do transporte de átomos. E essa mesma infraestrutura pode ser usada para implementar os processos colaborativos próprios à construção do conhecimento, sem as limitações da distância física.

Na USP, a internet está sendo usada para apoiar uma enorme variedade de atividades educacionais. A universidade mantém ambientes online com recursos didáticos de altíssima qualidade e feitos por equipes profissionais e especializadas em ensino a distância. E essa mesma infraestrutura dá suporte às ideias pedagógicas de milhares de professores e dezenas de milhares de alunos, cada um com ideias próprias sobre o que é uma boa aula.

Vejo um futuro brilhante para tecnologias que ajudam os professores a implementar suas ideias pedagógicas. Que permite inovação, mas deixe transparente o que funcionou e o que não funcionou. Para tecnologias que podem ser adaptadas ao contexto e às necessidades dos educadores e alunos, em todas as suas variedades. A USP depende do talento e do trabalho dos seus alunos, funcionários e docentes. Serão as tecnologias educacionais abertas e neutras, usando a internet ou inspirada nela, que vão potencializar esse talento.

Livro Didático Aberto para Educação de Jovens e Adultos (EJA)

0

Está no ar o site do livro “Aprender para Contar: alfabetização de pessoas jovens e adultas”, de autoria de Bianca Santana, membro da comunidade brasileira de recursos educacionais.

“A educadora ou educador que agora pega este material também tem sua história com a EJA, suas experiências, pesquisas, leituras e vínculos afetivos. E essa riqueza, presente em cada alfabetizadora ou alfabetizador, permite adequar este livro às diferentes realidades e melhorá-lo cada vez mais. Apresentamos aqui um ponto de partida que certamente será ampliado com outras referências, ou reduzido em algumas situações, de acordo com as necessidades de cada turma. Este livro, portanto, é de todos nós. E ele está aberto, na internet, para ser melhorado, remixado e compartilhado livremente.”

O livro está dividido em três momentos: Estudo da Língua, Estudo da Matemática e Alfabetização Digital. Na versão online, é possível baixar o livro na íntegra ou consultar partes deles divididas em seções: Galeria de Textos, Galeria de Imagens, Temas, Atividades, Propostas de Conversa e Histórias de Vida.

 Copie, melhore, remixe e compartilhe: acesse aqui.

Lançamento do Livro Recursos Educacionais Abertos no Brasil

2

o Estado da Arte, Desafios e Perspectivas para o Desenvolvimento e Inovação

Será lançado no próximo dia 20/12, na sede do CETIC.BR (Centro de Estudos sobre a Sociedade da Informação), o livro o Estado da Arte dos Recursos Educacionais Abertos (REA) no Brasil. A tradução dessa obra para a língua portuguesa tem o objetivo de contribuir para registrar parte da história do desenvolvimento dos REA no Brasil, e também o de ajudar a consolidar a importância do tema no país, permitindo uma maior compreensão da trajetória dos REA no contexto nacional e a disseminação e discussão de alguns conceitos e práticas da área encontrados nas iniciativas apresentadas.

O livro faz distinção entre repositórios de conteúdos digitais disponíveis na rede e gratuitos e os REA. Isso porque, de maneira quase que geral, a comunidade internacional envolvida com os REA entende que nem todo conteúdo educacional disponibilizado na rede é um REA. De acordo com a definição de REA adotada pela UNESCO, o recurso educacional precisa possuir uma licença de utilização que permita ao usuário certas práticas de uso sem o infringimento dos direitos autorais, como a cópia, o compartilhamento, a modificação e a sua distribuição, dependendo do tipo de licença escolhida pelo autor desse recurso. São também consideradas REA as obras que estão em domínio público, o que no Brasil ocorre 70 anos após o falecimento do autor.

O livro foi originalmente publicado em dezembro de 2011 pela UNESCO em Moscou, mas a tradução agora é publicada com uma licença aberta e está disponível para download em: http://goo.gl/rSCLfp.

Escola Digital facilita a busca por Recursos Educacionais

3

Escola Digital é uma plataforma gratuita e aberta de busca que já conta com mais de 1,5 mil objetos e recursos digitais voltados a apoiar processos de ensino e aprendizagem dentro e fora da sala de aula. O site foi criado com o objetivo de facilitar o acesso de educadores, escolas e redes de ensino a materiais educativos de base tecnológica, de forma a enriquecer e dinamizar as práticas pedagógicas.

A plataforma é uma iniciativa do Instituto Inspirare e do Instituto Natura, construída com a colaboração do Instituto Educadigital, da TIC Educa e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O projeto teve início com um vasto mapeamento, que envolveu entrevistas com educadores, empreendedores e especialistas, pesquisa online e uma chamada pública nacional. O processo foi intensificado com a colaboração de professores da rede estadual de São Paulo especialistas em currículo.

A Escola Digital funciona como um buscador de recursos digitais já existentes criados por produtores de conteúdo, o grande diferencial da plataforma é oferecer, de forma mais intuitiva, a busca pelos recursos que podem ser utilizados como ferramenta pedagógica. Além das categorizações habituais como disciplina, série, temas curriculares e também pelo tipo de mídia: vídeos, áudios, softwares etc, é possível refinar a pesquisa por disponibilidade, licenças de uso, acessibilidade, idioma, recursos pagos e gratuitos.

O projeto foi concebido como um recurso educacional aberto (REA) e pode ser utilizado, reproduzido ou mesmo adaptado por qualquer pessoa ou organização interessada.

O site também indica recursos digitais capazes de apoiar a criação de novos objetos de aprendizagem, o trabalho com temas transversais e a realização de projetos na comunidade, entre outras possibilidades educativas.

A plataforma deve continuar ampliando o seu acervo, por meio da contribuição dos próprios usuários, que poderão enviar sugestões de objetos, preenchendo um formulário disponível no site.

Navegue e colabore com a aumento do acervo: http://escoladigital.org.br/

REA no Encontro do Proinfo Integrado

0

No último dia 10 em Brasília, abrimos o evento com os coordenadores do Proinfo Integrado de todos as regiões brasileiras com uma palestra introdutória sobre Recursos Educacionais Abertos.

Deixo aqui disponibilizado o material para as pessoas que o solicitaram. Bons remixes!

MOOC, REA, o gratuito e o aberto: em que pé (não) estamos?

2

*Atualizado em 13/10 com as sugestões do Ranieri

A notícia de mais um MOOC (cursos on-line gratuitos e massivos, em livre tradução) em português pipocou nos últimos dias. O App Inventor visa dar uma visão geral dos fundamentos do desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, incluindo uma análise do mercado para descobrir seus modelos de negócio, os pontos críticos e melhorias possíveis. É um curso desenvolvido em colaboração entre a Fundação CSEV, Telefonica, UNED e MIT e será ministrado pela plataforma UnX, uma plataforma latino-americana de MOOCs especializada em empreendedorismo.

Em junho, a USP (pública) em parceria com o Portal Veduca (privado) anunciaram o primeiro MOOC da América Latina (aqui e aqui). O curso oferece duas disciplinas do ciclo básico da engenharia — Probabilidade e Estatística e Física Mecânica Básica. O conteúdo é o mesmo que se espera encontrar nas cadeiras análogas da universidade e serão ministrados por professores da instituição.

A barreira do idioma certamente é uma das questões que separa os brasileiros desse movimento mundial que visa tornar o conhecimento acessível a um número cada vez maior de pessoas, portanto, ter conteúdo em português ou ao menos traduzido é positivo. Entretanto, é importante fazermos algumas considerações e termos olhar atento para não confundir gratuito com aberto e público com privado.

A maioria dos MOOCs são cursos gratuitos, normalmente ministrados em plataformas proprietárias e os conteúdos são copyright. Por exemplo, para ter acesso ao App Inventor, você PRECISA ter uma conta Google. Quem não deseja ter uma conta Google fica impossibilitado de acessar o curso aberto, ops, gratuito. Percebem?

O movimento REA apoia que o conhecimento (principalmente em português) esteja de fato acessível, que atinja verdadeiramente cada cidadão brasileiro e que seja possível ser protagonista frente a isso e não somente um mero um consumidor de informação. Se considerarmos as nossas instituições públicas e as suas iniciativas de ensino online massivo ou não, com certificação ou não, é necessário começar a debater essas questões, o que perdem (ou como bem pontuou o Ranieri, o que ganham?) em oferecer cursos com licenças abertas e em plataformas abertas?

Estamos na onda dos massivos, faz pouco tempo alguém anunciou o “revolucionário” SPOC (Small Private Online Courses) e sem entrar na discussão do contexto de todos esses nomes bonitos que inventam pra coisas que já existem significam pra EAD, acredito que seria bom jogar na roda o debate sobre o aberto e fechado, sobre o público e o privado. A onda do REA ou da liberdade ainda é muito discreta nesse cenário.

How Uruguay Can Inspire Other Countries

0

Versão em português

With a clear goal of reducing the population’s digital inequality, Uruguay was the first country in Latin America to deliver portable computers to each of its 300 thousand students in Middle and High School in the territory’s 2,300 public schools. The initiative, called Plano Ceibal, was born in 2007, inspired by MIT researcher Nicholas Negroponte’s NGO One Laptop per Child. Every school has internet connection, machines are replaced every four years, and the country has been raising the amount of community centers for internet access or open Wi-Fi.

Before Ceibal, only 5% of low income families had access to computer and internet. Six years later, this index has gone up to 80%, practically the same of wealthier families. A study from the United Nations puts the country in first place in the digital inclusion and government transparency ranking. It also has the best performance out of all Latin American countries as far as information and communication technology, according to the ICT Development Index. Uruguay offers highest wideband velocity for lower rates.

Between October 17 and 19, 2013, the Uruguayan Ministry of Education promoted in Montevideo the second edition of Expo Aprende Ceibal, a meeting with the goal of sharing education experiences and debating the main challenges of working with digital technology. Invited as a specialist in education and digital culture, I was well familiarized with the initiative, but was nevertheless surprised by the quality participation of teachers and students, who had come not only to hear, but, especially, to present and discuss their practices.

In the beautiful Sodre auditorum’s central patio, hundreds of posters showing the experience of their respective authors—teachers as well as students—brought life to a space which, in educational congresses, is traditionally occupied by big technology and publishing companies booths selling their products.

During his speech at the end of the event’s first day, Miguel Brecher, Ceibal’s president, was brief and concise: “Technology has changed our lives greatly, but it hasn’t changed education. Technology got to education in compliance with what technology sellers wanted, not what we, educators, wanted.” He also said: “The challenge, not only for Uruguay, but for every country in the world is to adapt technology to education—and education isn’t only absorbing content, but educating for life, sharing our knowledge with the whole community.”

The pedagogical idea of technology use behind Ceibal is bold, and completely distant from traditional view. It is not about substituting analogic material with digital devices in order to favor the transmission of curricular content and, therefore, rise in the official educational exams ranking. The goal is introducing digital culture into the educational environment, thus promoting creativity, autonomy, and authorship for those involved, as well as stimulating a motivating and permanent learning process.

“By creating a game on Scratch and unveiling all the codes in that programing language, students are working on calculus. When launching the game in the school blog, they had to write the tutorial in a clear, understandable way, therefore learning about proper verbal conjugation,” said a proud basic school teacher about her project of creating games with the students. The results of this process, though, are not showing on official evaluations of the country’s education, which continually registers stagnation in the learning of reading and math.

“When we created Ceibal, we weren’t expecting improvements in math and native language. We know that’s the consequence of medium- and long-term work. What we did was create a project for a country focused on social inclusion through education,” highlighted Miguel Brechner in São Paulo, during an event organized by Instituto Educadigital and Comitê Gestor da Internet. Brecher took the time during that occasion to announce the news they are implementing at Ceibal: videoconferences to enhance the reach of foreign language teaching, attended by 1,000 groups from 196 educational centers in 2013 alone, as well as an adaptable platform for math which, in five months, has had 19,000 users and 1 million problems solved.

In the following items I highlight some other aspects of this Uruguayan educational ecosystem called Plano Ceibal which can serve as inspiration for public policies and other educational initiatives in various countries:

Independence and Administrative Autonomy

Plano Ceibal is an organ independent from the Ministry of Education, created by presidential decree in 2007. Its governance is made up of a team of executive management and a consulting commission with representatives from public organs such as Education Councils. All actions are financed with public resources, but the management team has complete autonomy in hiring staff, suppliers, aides, buying equipment and educational material (including copyrights), among other actions. The educational program’s constancy, since it does not depend on presidential mandates, is one of its high points. A national research in 2010 showed that 94% of the population favored the initiative.

Valuing Teacher’s and Student’s Authorship

Students and teachers are always considered protagonists in teaching and learning processes. There is a basic curriculum, but educational materials are not inspected by the government, and pedagogic strategy and methodology are left up to the teachers, who are constantly stimulated to create and openly share educational resources and projects online. A video explains how to create Open Educational Resources. On their end, students are greatly encouraged to learn how to program, especially using Scratch, a platform created at MIT which allows for the creation of games, animation, and interactive stories. With this tool, curricular contents are dealt with transversally, according to a project’s methodology. Students also participate in Design for Change, using Design Thinking to solve real problems in the school space, such as improving the service at the cafeteria, fighting bullying, and so on.

Motivation to Follow a Teaching Career and Systematizing Experiences

Martín Rebour, Ceibal’s coordinator for the formation of educators, says that every year 10 thousand educators take part in the program’s educational actions, through on-site or online courses and workshops. In order to support the educational use of the “ceibalitas,” an affectionate nickname for the computers, inside the schools, specific courses are organized by the Education Boards: Maestro de Apoio Ceibal (MAC), Maestro Dinamizador and Maestro Conteudista. Various online courses are offered throughout the year in the CREA platform.

Participation in the courses is voluntary and not remunerated. Wage gains come later, as the teachers take on new offices. Recent news have showed that the increase in teachers’ wages has been a trend with this public policy.

Pedagogic experiences are constantly systematized and shared—such as with SembrandoLivro Azul and other publications. The initial formation of teachers is also part of the program. Some courses stimulate the creation of learning objects by university students, for use at the Ceibal schools.

Family and Community Involvement

By taking the “ceibalitas” home, kids and teenagers stimulate their families’ involvement in their relation with the school, since they are the ones responsible for taking care of the equipment. A study by the Autonomous University of Mexico and the Catholic University of Uruguay showed families have confidence and are certain of the computer’s importance in bettering their children’s education, especially by opening up future work opportunities. It also showed, though, that, in the beginning, they were suspicious of the frequent use of games, reproducing the traditional view that games are not suitable for school education. However, over time and by interacting with their children and the “ceibalita at home, they came to realize the value of games in learning. Not only that, they also use the computer for family activities, such as taking pictures, finding information about any theme or talking to a distant relative.

Besides families, a vast group of volunteers was assembled to support Ceibal’s actions and activities.

Exchange with Other Countries

Brazil, Costa Rica, and Argentina are amongst the countries with which Uruguayan schools exchange projects. Communication via internet and even on-site visits are happening, such as at Escola Estadual Osvaldo Aranha, a state school in Ijuí, Rio Grande do Sul state (Brazil), and Escola República del Paraguay no 94, in Rivera, which are exchanging information about Brazilian poet Mario Quintana and Uruguayan painter Joaquín Torres García. The Ijuí school is included in Província de São Pedro, a recent project from the State Secretary of Education which equipped with laptops the Brazilian schools in border towns, while simultaneously educating teachers to “not let Brazilian students in the area in a disadvantage toward their Uruguayan colleagues,” explains Maria Lúcia Pinto, the project’s pedagogic coordinator at the Education Secretary, who also participated in Expo Aprende Ceibal.

BY PRISCILA GONSALES

Fellow Ashoka, Master in Education, Family and Technology from the University of Salamanca (Spain), journalist specializing in educommunication, cofounder of Instituto Educadigital. Priscila has been developing projects and researches regarding education in digital culture since 2001, and she also facilitates educational processes involving Open Education Resources and Design Thinking.

Argentina aprova lei de acesso aberto à informação científica

0

O Senado Argentino aprovou por unanimidade uma norma que obriga as instituições científicas que recebem financiamento público a facilitar o acesso aberto às pesquisas científicas com a criação de repositórios institucionais de acesso aberto.

Deverão ser disponibilizados trabalhos técnico-científicos, teses acadêmicas, artigos, entre outros, que são o resultado das atividades de pesquisas financiadas com dinheiro público, através de seus pesquisadores, tecnólogos, professores, doutores, mestres e estudantes. A lei também prevê a publicação obrigatória dos dados preliminares da pesquisa após cinco anos de seu início que poderão ser usados ​​por outros pesquisadores.

De acordo com o Secretário de Articulação Técnico-Científica do Ministério, Alejandro Ceccatto, “a sanção da lei é uma resposta à posição de monopólio das grandes editoras internacionais que concentram a publicação de pesquisas científicas” e acrescentou que “o objetivo é que a produção científica financiada pela sociedade seja acessível”. Para ele, é inaceitável que o governo financie a pesquisa nacional e depois a sociedade não possa acessar esse conhecimento.

A lei garante o modelo de acesso aberto à produção científica e tecnológica e permite que os usuários possam de forma gratuita, ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, buscar os links de textos completos dos artigos científicos e usá-los com propósitos legítimos de investigação científica, na educação ou na gestão de políticas públicas, sem barreiras econômicas, legais ou técnicas.

Rede de Repositórios Institucionais

Autoridades científicas concordaram com a criação de “LaReferencia”, um projeto para desenvolver uma rede de repositórios institucionais de publicações científicas. Ele é projetado para armazenar, compartilhar e dar visibilidade à produção científica da América Latina.

O projeto prevê a criação e funcionamento de repositórios de publicações científicas interoperáveis ​entre Argentina, Brasil, Colômbia, México, Chile, Equador, Peru, Venezuela e El Salvador. Os membros se comprometem a:

  • que os pesquisadores e beneficiários de fundos públicos publiquem os resultados da investigação de acordo com os princípios de acesso público
  • desenvolver ferramentas e mecanismos para avaliar as contribuições no campo do acesso aberto
  • criar instrumentos para medir a produção científica dos repositórios na região

Desta forma, apoiarão e facilitarão o acesso equitativo à produção científica da América Latina como um bem público regional, apoiando a sua circulação através da internet. Estimativas do Banco Interamericano de Desenvolvimento, instituição que financia o projeto, as estratégias regionais para o acesso aberto poderia beneficiar mais de 700 mil professores, 70 mil pesquisadores e 15 milhões estudantes da América Latina.

Page 3 of 40«12345»102030...Last »